Nome: Anica Bittencourt Idade: 24 anos Localização: Curitiba, PR
Eu odeio dar pedaço de Sonho de Valsa para as pessoas porque eu tenho um sistema legal de comer, tirando camada por camada. E aí as pessoas mordem e esculhambam meu sistema, e isso me deixa puta.
Fico louca da vida também com barulhinhos de colher batendo no copo e gente mascando chiclete.
Isso obviamente me qualifica como uma pessoa de manias, e não negarei: sou cheia delas. Por exemplo, eu sempre calço primeiro o pé esquerdo, e no momento que estou colocando o sapato penso "Nossa, começar com pé esquerdo dá azar".
E eu não sei bem se é uma mania, mas eu costumo ser meio avoada para coisas que as pessoas normais chamam de "importantes". Até hoje não decorei meu cpf e com relativa freqüência esqueço o número do meu telefone, ou ainda que na verdade me chamo 'Ana Paula', e não 'Anica'. Então, para não pensarem que sou esse azedume todo, resolvi acrescentar coisinhas fofas ao meu respeito. Eu adoro sorvete de menta com chocolate, dias de chuva e dar apertões em gatinhos. Sou fã dos 'Rolling Stones' (embora tenha passado uns anos da minha vida achando que só se pode ser fã dos 'Beatles' ou dos 'Stones', nunca os dois juntos), mas sempre esqueço de citá-los como banda favorita, assim como faço com o '1984' do Orwell na hora de citar um livro que mudou meu mundo (porque livros mudam pessoas, que mudam mundos, né?). Enfim, foi tão difícil achar essas coisas fofas que eu começo a acreditar que realmente sou esse azedume todo.
Frank, queriducho! Obrigada por resgatar o véio Hellfire!
*Hellfire Club,quarta-feira, agosto 31, 2005*
Bom, estava cá pensando com meus botões sobre esse negócio de 'ex namorado (a)' e cheguei a conclusão óbvia de que esse assunto é bem complicado. Eu sempre disse que "mantive a amizade com os antigos ex", mas o fato é que comparado com um relacionamento mais duradouro, acredito que o que veio antes não era exatamente um namoro.
Enfim, é fácil "manter a amizade" quando o envolvimento é superficial, quando a intimidade, a cumplicidade e tantos outros '-ades' não são grandes o suficiente para assombrar o(a) novo(a) namorado(a) ou simplesmente para que, bem, para que você se importe.
Mas como ser amiga de uma pessoa que te beijou, transou com você, fez planos, dividiu uma rotina etc.? Sabe, não tem como não estranhar as situações:
a) Você, o(a) novo(a) namorado(a) e o(a) ex com mais alguns amigos em comum. O(a) ex começa com os "Lembra quando você..."
b) Você, o(a) novo(a) namorado(a) e o(a) ex com mais alguns amigos em comum. Você diz que vai para o Caribe e o(a) ex, na frente do(a) novo(a) namorado(a) diz "É, no verão de 1900 e bolinhas nós quase fomos"
etc.
Carga muito grande de memórias e convívio para administrar. De repente você se vê num rolo no qual tem medo de magoar o(a) novo(a) namorado(a), o(a) ex, o(a) novo(a) namorado(a) do(a) ex... Gente demais. Começo a acreditar em uma certa distância segura.
***
Eh, eh, eh, eh
Oh, oh, oh, oh
Eh, eh, eh, eh
Chove chuva, chove sem parar
Chove chuva, chove sem parar
Chove chuva, chove sem parar
Chove chuva, chove sem parar
***
Antes que eu me esqueça: qual é o plural de ex?!