"I like the stars.
It's the illusion of permanence, I think.
I mean, they're always flaring up
and caving in and going out.
But from here, I can pretend.
I can pretend that things last.
I can pretend that lives last more than moments.
Gods come, and gods go
Mortals flicker and flash and fade.
Worlds don't last;
and stars and galaxies are transient,
fleeting things that twinkle like fireflies
and vanish into cold and dust.
But I can pretend."
Trecho de um dos melhores arcos de Sandman, o Vidas Breves.
***
Sempre fui uma pessoa com gosto enorme por rituais, por assim dizer. Por exemplo, toda sexta eu chegava do colégio e tirava o uniforme ao som de Friday I'm in Love. E todo dia frio exigia a leitura de um bom livro embaixo de um cobertor quentinho. Mas aí a gente entra numa fase de compromissos no sábado, o que tira o charme das sextas, ou de coisas para fazer que nos enchem de culpa por passar uma tarde na cama lendo.
Mas veja só, é sexta e está frio! Dane-se o Grego de amanhã e as coisas para fazer. Aos velhos tempos, cheers! Vou bater um lero com o Umberto Eco.
E Anica viu que era bom às
4/29/2005 02:58:00 PM
*Hellfire Club,quinta-feira, abril 28, 2005*
It's been a hard day's night
Semana de provas nesse friozinho gostoso ninguém merece. Tem dias que eu sinto mais inveja dos gatos do que o normal. E tem dias que eu penso como seria legal ser homem e não ter que abaixar toda a calça nesse frio do c%#$##$#@ só para fazer xixi.
***
Hmkay, a respeito de ladrões, medo do escuro e chaves escondidas embaixo de ursinhos de pelúcia (rapidinho porque estou morrendo de sono e amanhã tenho que acordar cedo):
Estava eu conversando com minha mãe sobre como eu era medrosa quando era mais nova. Medrosa de ter que ter luz com dimer porque não dormia no escuro, e vivia achando que um ladrão entraria por um alçapão que tinha no teto do banheiro.
Bem, contou minha mãe que numa bela noite ela acordou e foi até o banheiro. Tentou abrir a porta e estava trancada. Tentou várias vezes em vão, até concluir que tinha alguém trancado lá dentro. Se não era ela e nem meu pai, muito menos os três filhos, só poderia ser ladrão.
Assim, meu pai foi nos acordar para que saíssemos de casa, já que eles tinham chamado a polícia. Quando o circo estava armado eis que a Anica pimpolha, coçando os olhos de sono, diz:
- Fui eu que tranquei, a chave tá embaixo da perna do meu ursinho lá no quarto.
Minha mãe não lembra se fiquei de castigo ou não, mas acho que eu merecia.
E Anica viu que era bom às
4/28/2005 01:00:00 AM
*Hellfire Club,quarta-feira, abril 27, 2005*
Dan: I fell in love with her, Alice.
Alice: Oh, as if you had no choice? There's a moment, there's always a moment, "I can do this, I can give into this, or I can resist it", and I don't know when your moment was, but I bet there was one.
Do filme Closer.
O que mais me emputece em situações assim é que são aquelas em que simplesmente não se pode fazer nada. Você pode controlar o que sente, mas não pode controlar o que os outros sentem. No máximo, lamentar.
A questão toda não é nem a de a pessoa que está com você resistir ou não. A partir do momento que ela sente por outra pessoa o que deveria sentir por você, não faz muita diferença partir para finalmentes.
Uma de minhas fobias, acredito eu. Enfim, continuo devendo a história a respeito de ladrões, medo do escuro e chaves escondidas embaixo de ursinhos de pelúcia.
E Anica viu que era bom às
4/27/2005 11:57:00 AM
Ontem não teve prova mas a aula da Sandra rendeu absurdamente. Eu não penso duas vezes antes de me matricular em disciplina com ela porque é sempre um deleite a viagem cultural que ela é capaz de fazer durante as aulas.
O fato é que estávamos trabalhando com um texto pentelhérrimo do Frye a respeito dos tipos de Comédia, e eis que quando chegamos no último tipo, a Comédia Irônica, concluímos que esses são os tempos da comédia irônica: parodiamos tudo, rimos de tudo e, como conseqüência, banalizamos tudo.
O exemplo mais cru disso é fazermos piadas a respeito de balas perdidas no Rio de Janeiro. Um outro, citado pela Sandra, é o do quadro do Munch, O Grito. Segundo ela o quadro representaria o horror do Homem ao se reconhecer como agente das barbáries da Guerra. Era algo carregado de sentido, mas que no nosso tempo de paródias virou isso, isso, isso ou isso.
A banalização da Arte, assim como o esvaziamento do sentido das coisas. Pior, a paródia, a repetida paródia. Se for pensar bem, o que há novo de fato nos dias de hoje? Aqui não só no campo da Literatura, que sim, é um dos que mais sofrem com a desculpa da paródia (ou da 'homenagem', como diria Mick Jagger). Afinal, tudo que tinha que ser criado já está aí ou esse negócio todo é só uma acomodação mesmo?
Em tempo, fui pesquisar sobre o motivo d'O Grito e achei isso aqui. Não tem nada a ver com o que a Sandra disse, mas como gostei das conclusões a respeito da paródia, resolvi deixar os fatos reais para o fim, he he.
***
Eu ia contar uma história a respeito de ladrões, medo do escuro e chaves escondidas embaixo de ursinhos de pelúcia mas acho que já blablazei demais hoje.
E Anica viu que era bom às
4/27/2005 09:40:00 AM
*Hellfire Club,terça-feira, abril 26, 2005*
Então, domingo eu sonhei que estava em um super festerê no qual rolava um show do INXS, e eu queria muito conversar com o Michael Hutchence. Aí, desde esse sonho, eu simplesmente não paro de cantar INXS. Ainda eu conhecesse um bom repertório vá lá, mas fico só no:
Not enough time for all
That I want for you
Not enough time for every kiss
And every touch and all the nights
I wanna be inside you
O que não deixa de ser perigoso, dependendo perto de quem estou cantando isso. Por falar em perto, descobri ontem à noite que tem algo mais irritante do que gente lendo sobre meu ombro enquanto estou no computador. Segue a cena:
Anica jogando snake no ônibus, para matar tempo e esquecer que está morrendo de vontade de fazer xixi e ainda está longe de casa. Um sujeito senta ao seu lado e de repente diz:
- Mas você é mesmo boa nesse joguinho, heim? Olha só, tá detonando!
Sem tirar os olhos do jogo, Anica esboça um sorriso amarelo. De repente, a cobrinha encosta em uma das paredes do labirinto. O fulano diz:
- Ahh, que pena! Você estava indo tão bem!
Anica sai do jogo para ver as horas.
- Não, o que é isso! Pode continuar jogando, prometo que não te atrapalho.
Fala sério, sou eu que sou fechada demais e não gosto de puxar papo com desconhecidos ou as pessoas que são meio loucas e carentes e na falta de assunto topam até falar sobre um jogo imbecil de celular?
E Anica viu que era bom às
4/26/2005 01:38:00 PM
Bom, estou lendo Alta Fidelidade pela duzentésima vez. A releitura começou porque lembrei de um trecho no qual o protagonista falava de uma antiga namorada, mas acabei me empolgando e fui para o início. A vantagem da releitura é que agora não imagino mais o John Cusack como Rob Fleming, mas sim o Guilherme Weber, hehe.
Enfim, sobre o trecho que eu estava procurando:
" - Eu sabia.
- O quê?
- Você está passando por uma dessas fases de o-que-significa-tudo-isso."
Sabe? Eu sempre fui um Rob Fleming numa eterna fase de o-que-significa-tudo-isso, destrinchando meu passado para entender onde foi que eu errei. Justamente por isso não estou conseguindo me adaptar com o papel de Charlie que esses estranhos reencontros estão me oferecendo.
"Estranhos reencontros? Do que você está falando, Anica?" Ahn, bem. Eu acho que vocês de alguma forma também devem estar passando por isso, através de uma das crias do Sr. Google, o Orkut. Aparece fulano, "Quanto tempo!!", te adiciona no msn e começa aquela conversa sobre os velhos tempos.
Com isso, estou chegando a conclusão que não existe nada mais bizarro do que alguém do seu passado te dizer como você era. Se algum amigo atual diz "Você é uma pessoa complicada, pira muito e é super insegura", rola uma auto-análise e você pode até concordar com ele (eu concordaria, he he).
Mas no caso do que você era, como saber? "Você era cruel e não dava a mínima". É lógico que na hora que for pensar nisso, o farei de acordo com o que sou agora e acharei completamente injusto o conceito que o fulano faz de mim, mesmo porque não vou lembrar porque cargas d'água ele fez esse juízo a meu respeito.
Moral da história? Orkut é uma coisa do mal, e todos vocês deveriam ler Alta Fidelidade.
E Anica viu que era bom às
4/26/2005 09:50:00 AM
*Hellfire Club,segunda-feira, abril 25, 2005*
Eu sei que não tem muito a ver com o contexto no qual Michael Corleone diz isso, mas...
...Just when I thought that I was out they pull me back in.
Ahhh, eu sei lá. Hoje tive um tanto de raiva por não poder ser honesta nem mesmo com minha amiga sobre o que penso sobre algumas coisas na minha vida (e é óbvio que eu não vou escrever aqui no blog, sabichões).
Aquela merda toda sobre convivência, saca? Engolir sapos e tudo o mais porque [clichê]nenhum homem é uma ilha[/clichê] e [clichê]o mundo dá voltas[/clichê] por isso [clichê]não cuspa para cima[/clichê]. Em suma, não posso mandar um sonoro FODA-SE quando quero.
Bleh.
E Anica viu que era bom às
4/25/2005 06:42:00 PM
Percebi que sou uma criatura completamente dependente do e sua família feliz. Aff.
***
Assisti A Hora do Pesadelo I, II e III no feriado. É até estranho, porque o Freddy sempre foi meu pesadelo número um na infância (coisa séria mesmo, de meu pai ter que me chamar para conversar e falar que ele não existia e tal). Agora, vejo que é um bom filme de sustos, mas não é algo que dê medo de fato. É, o céu dos meus sete anos tinha mais estrelas mesmo.
E Anica viu que era bom às
4/25/2005 03:48:00 PM
*Hellfire Club,domingo, abril 24, 2005*
Sabe, esse tipo de coisa me fez lembrar de quando eu ia para o dia do juízo final no Jogo da Vida e vendia meus filhos para tentar ganhar um dinheiro a mais.
***
Então, estou aqui, me enrolando com o Sr. Moretti e o Sr. Bloom. Esse negócio de fazer trabalho chato é interessante, sob determinado ponto de vista. Você lembra de zilhões de coisas para fazer que não o trabalho em questão. Por exemplo, atualizar o blog. Ahá!
Bleh.
E Anica viu que era bom às
4/24/2005 02:30:00 PM
*Hellfire Club,quarta-feira, abril 20, 2005*
Eu realmente queria postar algo aqui, já que vou ficar fora até domingo. Mas tenho vinho demais e idéia de menos na cabeça.
Ho ho ho.
E Anica viu que era bom às
4/20/2005 04:22:00 PM
*Hellfire Club,terça-feira, abril 19, 2005*
Hoje li uma entrevista ma-ra-vi-lho-sa com Guimarães Rosa, realizada por um alemão chamado Günter W. Lorenz. Acho que foi a primeira oportunidade que tive de conferir um pouco de que homem ele era. Do tipo filho da puta apaixonante, se me permitem o palavrão.
A começar que ele não cedia entrevistas, e exigiu que o Lorenz tratasse aquilo como um diálogo. Diálogo esse recheado de momentos como esse:
LORENZ: Isso significa que você iniciou sua carreira como lírico?
ROSA: Não, tão grave assim não foi.
O discurso do Rosa é simplesmente perfeito, e isso que ele estava falando em Alemão. Ele consegue escapar das perguntas que não queria responder com uma sutileza surpreendente. Para não dizer do valor das idéias que ele expôs nessa entrevista, valeu mesmo a leitura.
"(...) Escrevendo, descubro sempre um novo pedaço do infinito. Eu vivo no infinito, o instante não conta."
E pensar que como diplomata ele provocou Hitler e salvou vários judeus... Outros tempos, outros tempos...
***
Off with her head!!!!!!!!
Eu queria mesmo, mas já não estou mais conseguindo acreditar como antes. Quer dizer, eu estou errada sempre? Há sempre uma boa razão para me tornar a pessoa má, paranóica, mimada e idiota que parece ter compulsão por estragar tudo?
Então o que faço? Vou viver como eremita evitando tropeços na convivência com outros humanos? Tento algum curso do tipo "Surte, mas na hora certa" no Instituto Universal Brasileiro? Calo a boca e vou dormir?
É, eu vou dormir.
"Oh my ears and whiskers, how late it's getting!"
E Anica viu que era bom às
4/19/2005 01:07:00 AM
*Hellfire Club,segunda-feira, abril 18, 2005*
Six Feet Under
Bom, quase terminei de assistir todos os episódios do primeiro ano da série "Six Feet Unde"r, uma das mais gratas surpresas no que diz respeito à Televisão nesses últimos meses. Cortesia do Orc e da Ná, que deixaram a caixa da última vez que vieram para Curitiba, hehe.
Então, o que faz da série algo tão cool? Afinal, a história gira em torno da família Fisher tocando os negócios na agência funerária Fisher and Sons após a morte do patriarca. Simples, não? Mas aí é que está: o charme de "Six Feet Under" está em como a história é conduzida e, principalmente, na força e carisma das personagens.
Vale lembrar que é uma série que fala sobre morte (óbvio), o que gera um sem número de piadas de humor negro. E convenhamos, esse campo é um pouco perigoso uma vez que sair da piada engraçada para a de mau gosto é facílimo. Entretanto, há um cuidado tamanho na composição do roteiro, e um equilíbrio muito bom entre o drama e a comédia.
Dentro desse cuidado com o roteiro, há a criação e desenvolvimento das personagens. É impressionante, mas fica visível a preocupação com o desenvolvimento não só das personagens principais (a família Fisher), mas com todos ao redor. E são personagens fortes, não só pelo óbvio (um dos filhos, por exemplo, é gay), mas porque têm desejos, conflitos e medos de pessoas comuns. No final, acaba ficando difícil não simpatizar com cada um deles e, bem, "querer saber o que vai acontecer no episódio seguinte".
Realmente, uma jóia no meio de tantos enlatados idiotas que estão saindo por aí. Sinceramente, acho que não me divirto com algo feito para a tv desde Arrested Development. Ah, e antes que eu me esqueça: Página oficial de Six Feet Under. Tomem cuidado, é coisa do demo. Tem tanta informação que fiquei sabendo até quais personagens vão morrer nos outros anos que ainda não assisti, aff.
E Anica viu que era bom às
4/18/2005 11:59:00 AM
Assisti This is Spinal Tap nesse final de semana. Finalmente mais um filme riscado da lista dos filmes que nunca vi, ho ho (um dia eu chego lá!).
Bem, eu tinha enorme curiosidade sobre esse filme porque as citações sobre ele tanto no mundo do cinema quanto da música são bem freqüentes. É um "rockumentary" sobre a banda britânica de metal "Spinal Tap" e seus dias nos Estados Unidos para a divulgação do novo álbum.
Não nego que seja bem engraçado (era impossível não lembrar de documentários dos quais era fã, tipo A Year and a Half in the Life of Metallica), mas tem dois pontos que contam bastante desfavoravelmente sobre o filme:
1. A idéia não é original
Em 1978 Eric Idle (sim, o cara do Monty Python) teve a mesma idéia no filme feito para TV The Rutles. Também é um documentário sobre uma banda que na realidade não existe, mas aqui a paródia é menos abrangente: são só os Beatles mesmo.
2. Abusa dos "tipos" na hora das piadas
No começo é engraçado aquela coisa de retratar os membros da Spinal Tap como burrões, mas a coisa acaba perdendo a graça lá pela metade do filme. Eu ainda acho que as piadas que melhor funcionaram foram as dos bateristas da banda e a da capa do álbum novo.
Enfim, mesmo com isso dá para dar umas risadas. Filme bom para quando não se quer pensar em nada, digamos assim.
***
Eu ia falar um tico a respeito do livro Drácula do Bram Stoker e da série Six Feet Under, mas aí meu Exploder deu pau e a única coisa que sobrou para recuperar foi o post do Spinal Tap. Então por enquanto é só, depois eu volto
E Anica viu que era bom às
4/18/2005 09:25:00 AM
*Hellfire Club,sexta-feira, abril 15, 2005*
De vez em quando o monitor dá uma trégua e funciona e aí eu posso colocar em prática algumas idéias de jerico que tenho. A mais recente é a falar das pessoas da minha vida (ahá!), numa coisa que eu poderia chamar de...
EU E MEUS PERSONAGENS
Eu
Eu tenho medo de vacas e não gosto de atender telefones. E é só.
Alex
Ele reclama do tempo de Curitiba o que chega a ser irônico, porque com ele não tem tempo ruim. Há, há, que trocadilho besta.
Boo & Miu
Ele é autista e ela é uma lady. Ambos são gostosos de apertar.
Carol & Rui
Cunhada e irmão, ela toda elétrica e ele todo tranqüilão. Até rimou, ho ho.
Erion
Adora dizer que faço parte de um grupo que venera "o cara que escreveu sobre duendes".
Fábio
Eu amo esse cara.
Frank
Só ele entende o que é ter uma amiga girafa. E sabe fazer panetoninhos e ouvir as pessoas como ninguém.
Jo
Diz ela que eu sou o relacionamento mais longo que ela já teve. Ela não gostou de Kill Bill.
Lu & Marlo
A história de amor mais fofa que já vi até hoje. Ótima companhia para botecos e filmes também.
Mãe
Não é porque é minha mãe, mas nunca conheci criatura com coração tão bom quanto o dela.
Puck
Mãe é quem cria, é o que eu sempre digo.
Renata
Irmã caçula, mas parece a mais velha. Tem toda a maturidade e elegância que eu não tenho.
Sofia
Minha sobrinha mais nova. Única criatura para quem não nego nadica, nem eventuais carimbadas na parede.
Sol
Ainda acho que perdemos dinheiro não roteirizando nossas conversas.
E Anica viu que era bom às
4/15/2005 12:15:00 AM
*Hellfire Club,quinta-feira, abril 14, 2005*
Bang Bang,
My baby shot me down
Pronto, chega de blog.
E Anica viu que era bom às
4/14/2005 10:53:00 AM
*Hellfire Club,quarta-feira, abril 13, 2005*
Eu sou uma fulana legal, mas não a guria da capa. E isso explica muita coisa. ovon ed medro me sasioc sa oreuq uE
You're lost little girl
You're lost little girl
You're lost
Tell me who
Are you?
I think that you know what to do
Impossible? Yes, but it's true
I think that you know what to do, yeah
I'm sure that you know what to do...
É, eu gosto de Doors e não sei como alguém pode não gostar.
E Anica viu que era bom às
4/13/2005 05:05:00 PM
O que é pior, afinal? Seus próprios fantasmas assombrando sua vida? Você ser um fantasma assombrando a vida dos outros? Ou fantasmas dos outros assombrando sua vida? De uns tempos para cá, acho que é a terceira opção.
Bu!
***
Nossa, que absurdo:
Para Rosely, cabe aos pais ensinarem a importância dessa privacidade. Ela deu um exemplo: "É comum as adolescentes escreverem um diário. Se a mãe encontra o diário largado em qualquer lugar, tem que ler para dizer à filha que, se ela quer ter intimidade, deve saber cuidar dela. Que guarde o diário num lugar que só ela saiba".
Mais aqui
Fala sério. A melhor lição que se pode dar sobre privacidade é justamente demonstrar o respeito pela mesma. Tenho nove diários e minha mãe toda vida não só respeitou a questão de ser algo pessoal, como sempre me incentivou a escrever. E é justamente por isso que aprendi o quão importante é respeitar a intimidade de outra pessoa, não fuçando onde não devo.
Bleh.
***
Conhecem o Primeiro Fausto, do Fernando Pessoa? Ótimo trabalho, vale a leitura. E antes que vocês digam "Ah, Anica! Você sempre diz que qualquer coisa vale a leitura só pelo incentivo ao hábito de ler!", vale lembrar que eu considero um crime citar Pessoa só pelo "O poeta é um fingidor". Humf.
Do Primeiro Fausto:
XVI
Vendo passar amantes
Nem propriamente inveja ou ódio sinto,
Mas um rancor e uma aversão imensos
Ao universo inteiro, por cobri-los.
Sempre penso nesses versos quando vejo um casal feliz na rua.
E Anica viu que era bom às
4/13/2005 10:41:00 AM
*Hellfire Club,terça-feira, abril 12, 2005*
Eu cheguei a conclusão de que o que abala minha confiança em uma pessoa não são mentiras ou as "mentirinhas brancas", mas as omissões. Explico: eu tenho o poder mutante de ficar sabendo das coisas mesmo que eu não queira (e na maioria das vezes eu não quero mesmo), então fico naquele meu esquema rato de laboratório, só espiando quando é que a pessoa vai falar (ou não) algo para mim.
Assim, é absurdamente decepcionante quando a pessoa não conta. Fica a sensação de que sempre haverá algo escondido, coisas das quais eu possa não saber mesmo com minha habilidade mutante (he he). E mais: que a pessoa me considera uma desequilibrada completa, que não saberá lidar com a informação.
***
Nada a ver com omissões, mutantes ou decepções:
Visitem, vale a pena: 10 pãezinhos
***
E a partir de hoje podem me chamar de Sister Boot Knife of Reasoned Discussion.
E Anica viu que era bom às
4/12/2005 11:16:00 AM
*Hellfire Club,segunda-feira, abril 11, 2005*
SOBRE COPPOLAS, VAMPIROS E MAFIOSOS
Queria saber se eu sou a única criatura que, por reduzir a vogal após uma tônica, se enche de pudores ao pronunciar 'Có'ppola e por isso fala Co'ppó'la? A questão é de pira puritana mesmo, não lingüística.
Piras à parte, vamos ao que me levou a esses pensamentos. Assisti uma versão espanhola de Dracula nesse final de semana. Foi rodada simultaneamente (e às pressas, lógico) com o Dracula do Bela Lugosi. Dizem os críticos que é melhor que o Dracula do Lugosi, mas como eu dormi quando assisti a versão americana não posso dizer ao certo.
É um pouco difícil falar a respeito do filme, mesmo porque não quero soar injusta. Tem lá suas qualidades, ainda mais se formos considerar o ano de produção mas... mas... mas... AHMEUDEUS!! MAS NÃO É O DRACULA DO COPPOLA!!!!!!!!!!!
Pronto, falei.
É complicado, mas uma vez que você se apaixona por uma versão, fica quase impossível se desapegar. E essa versão do Coppola é *a* versão, um filme de encher os olhos mesmo. A única coisa que estraga é o Keanu Reeves, mas com o fato do Reeves estragar filmes acho que todos nós já estamos acostumados, não?
Falando em Coppola (he he he), eis que finalmente conseguimos assistir O Poderoso Chefão III (aqui rola uma piada interna, desculpæ). Dirigido por quem, por quem, por quem?!! Claro que pelo Coppola. O filme tem uma fama ruim, sempre dizem que não é tão bom quanto os dois primeiros. Eu tinha duas teorias para isso:
1. O filme revela o momento de decadência do Mike Corleone, ele já não é mais o jovem Don do primeiro, muito menos o Don fodão do segundo. E ninguém gosta de histórias de pessoas decadentes.
2. Não tem o Tom Hagen
Mas eu jamais poderia imaginar que um segundo Coppola apareceria criando uma terceira alternativa!! Tcharam!!! Senhoras e senhores: Sofia Coppola!!!!! Gee. Ainda bem que ela decidiu se esconder atrás das câmeras como diretora, porque como atriz é um fiasco mesmo.
Acabou que ela esculhambou quase todas as cenas nas quais aparecia, e olha que algumas eram bem importantes. Mas ela é o único mal? Não exatamente. Cheguei a conclusão que através da desculpa "Mike ensina Vince a ser Don", muitos diálogos excelentes dos dois primeiros filmes são reaproveitados.
Aliás, isso a todo momento, só faltou aparecer um Clemenza dizendo "Leave the gun. Take the cannolis." De desenvolvimento na trama mesmo só podemos perceber no Mike (bem menos impiedoso) e na Connie (que passa a entender os valores da família).
Sabe o que é mais bizarro? Mesmo com um monte de derrapão, o filme ainda assim é muito bom. A estranha coincidência é que normalmente envolvem a atuação (perfeita) do Al Pacino.
Depois não sabem porque pago pau para esse homem.
E Anica viu que era bom às
4/11/2005 09:02:00 AM
*Hellfire Club,sexta-feira, abril 08, 2005*
Vocês lembram que dia desses eu estava em 300 e poucas comunidades do orkut? Poisé, 527 agora. Cheguei a conclusão que a culpa disso é dos convites que eu recebo para entrar em comunidades novas. Eu penso "Nhó, que dó. Tem só 12 membros ainda!" e aí entro. Ou, como diz a shuuuuper versão em Português da bagacinha, eu "participo". Su-pim-pa.
Segue link para algumas das novas comunidades:
Eu pareço metida mas sou legal
Eu tenho um fã que eu não conheço
QUE?? prluuuuuuuzz
Eu amo um Fábio (hohohoho)
No Cinema, Cale a Boca!
Música triste me faz feliz
Amo tardes de Outono!
Sloboda
Dou pro Gambit e peço Bis!
Necessidades desnecessárias, ahn?
E Anica viu que era bom às
4/08/2005 05:00:00 PM
He was my North, my South, my East and West,
My working week and my Sunday rest,
My noon, my midnight, my talk, my song;
I thought that love would last for ever: I was wrong.
- W. H. Auden.
Assisti a um pedacinho de Quatro Casamentos e um Funeral ontem à noite. Por sorte, pude ver a melhor parte, e sinto muito se vocês ainda não locaram esse filme que já tem lá seus 11 anos, mas preciso dizer que essa melhor parte é o enterro do Gareth.
O filme segue como uma comédia romântica fofinha (ok, o humor inglês conta alguns pontos extras), até esse momento. É aí que Matthew faz um discurso lindo, e o completa com Stop all the clocks, cut off the telephone do Auden.
Vale a pena assistir. Ainda mais se a primeira vez que você fez isso foi há 11 anos atrás como eu, algumas mudanças saltam aos olhos: eu vi o filme porque li uma crítica favorável na Veja (gasp!), fiquei completamente apaixonada por "aquele tal de Hugh Grant" e ficava suspirando ao som de Love is All Around do Wet Wet Wet durante horas.
Acho que foi só agora que eu pude notar a real beleza dos versos do Auden.
E Anica viu que era bom às
4/07/2005 02:58:00 PM
*Hellfire Club,quarta-feira, abril 06, 2005*
Já que hoje eu estou especialmente putiada e está extremamente fácil de lembrar de mais do que cinco coisas para a lista, lá vai o top 5 do mês...
TOP 5: COISAS QUE AS PESSOAS FAZEM QUE ME IRRITAM HORRORES
5. Bater colher na xícara
Tá loco, coisa mais chata. Tem gente que acha que xícara de café é surdo de bateria e manda ver. O barulhinho me irrita tanto que comecei a tomar café com adoçante para evitar o uso da colher, bem como esse barulhinho.
4. Chupar manga ao meu lado
O barulho da sucção já é irritante, que dirá a droga do cheiro da manga.
3. Ler sobre meus ombros
Especialmente quando estou no computador. Eu simplesmente paro de digitar, não suporto gente espiando o que estou escrevendo.
2. Gente mascando chiclete
Obviamente não se trata de uma mascada de chiclete qualquer, é aquele lance de mascar como se fosse uma vaquinha comendo capim. O pior de tudo é quando a pessoa, não satisfeita com a chatice dos nhécnhéc, decide fazer bolinhas. Isso me faz lembrar de Chicago, hehe.
1. Me deixar falando sozinha
- Você está bem?
- Não.
- Por quê?
- Ah, é que...
- Opa, desculpa, tenho que ir.
Tipo, que merda. Então não pergunte, não puxe conversa, etc.
E Anica viu que era bom às
4/06/2005 02:30:00 PM
Nossa, as notícias sobre o Papa pipocam aqui e acolá numa quantidade impressionante, vi até lista de celebridades que aparecerão no funeral. A sensação que dá é que ninguém quer levar furo em assunto tão importante, e aí jogam qualquer informação para os leitores.
Só sei que desse blablabla todo eu gostei da tal da expressão "In Pectore". Laica como sou, eu nunca tinha ouvido falar, então fui dar uma bizu no Google (que é meu pastor e nenhuma informação me faltará):
"In Pectore": Expressão latina que significa "no peito", no interior. É empregada nos casos em que o papa faz cardeal a alguém cujo nome guarda em segredo, por movimentos que julgar oportunos, até o momento em que não haja inconveniente em fazê-lo público.
Esse tipo de coisa mexe com a imaginação, né? Vam'bora escrever um novo Código Da Vinci!! \o/
***
Editado: Acabei de ver isso no 10 pãezinhos. Adorei.
E Anica viu que era bom às
4/06/2005 08:02:00 AM
*Hellfire Club,terça-feira, abril 05, 2005*
***
Hoje eu acordei e me dei conta que tenho dois projetos de seminário para entregar, uma Eneida em versos para ler, três capítulos de Grego para estudar, dois orientadores para encontrar e que estou muito, mas muuuuuito ferrada.
Su-pim-pa.
***
A Sol ficou meio putiada por eu não a ter citado dia desses e no aniversário da Renata eu nem pude explicar para ela que ela é a única pessoa que eu deixo chupar manga ao meu lado e ler sobre o meu ombro sem que eu tenha um ataque histérico, hehe.
Sol, Sol, Sol.
O que seria de mim sem a Sol?
(eu só lembro do primeiro verso, o resto estou adaptando hehe)
***
Para o pessoal que ficou meio frustrado porque não caiu em lorota nenhuma de primeiro de abril: Top 100 April Fool's Day Hoaxes of All Time.
Sério, algumas vezes eu ainda me surpreendo com as bizarrices que podemos encontrar na internet.
***
Por falar em internet:
1. O Gravatar funfa. Antes no haloscan ficava um pontinho esquisito no canto, agora está aparecendo tudo. Inclusive o Haloscan oferece a opção de escolher o tamanho de exibição do avatar.
2. RSS (Rio Grande do Sul Sul!) é o que há. Fábio me deixou completamente viciada nessa coisa. Divertoso bagarai!
E Anica viu que era bom às
4/04/2005 09:37:00 PM
Tem momentos que penso o quanto me falta conhecer (bem) outras línguas. Essa coisa de tradução/versão me incomoda bastante, porque você sabe que alguma coisa acaba se perdendo quando passamos um texto de uma língua para outra.
Eu sempre cito o diálogo de "Alta Fidelidade", no qual uma garota chega na loja do Rob perguntando "Do you have Soul?" e ele responde "That all depends". Ao passar para o português perdemos o trocadilho Soul (música)/ Soul (alma). E esse é o exemplo mais básico (tanto que é o que eu sempre cito quando falo desse tipo de problema na tradução).
Mas o blablabla é só porque achei um link engraçadinho e cheguei a conclusão que ficaria sem graça se eu traduzisse. Astronomy Picture of the Day : Water on Mars.
E Anica viu que era bom às
4/04/2005 10:44:00 AM
*Hellfire Club,sexta-feira, abril 01, 2005*
É, foi bom enquanto durou.
Hehe.
***
Só Tinha de Ser com Você (Tom Jobim)
É, só eu sei quanto amor eu guardei
Sem saber que era só pra você
É só tinha de ser com você
Havia de ser pra você
Senão era mais uma dor
Senão não seria o amor
Aquele que o mundo não vê
O amor que chegou para dar
O que ninguém deu pra você
O amor que chegou para dar o que ninguém deu
É você que é feito de azul
Me deixa morar nesse azul
Me deixa encontrar minha paz
Você que é bonito demais
Se ao menos pudesse saber
Que eu sempre fui só de você
Você sempre foi só de mim
E Anica viu que era bom às
4/01/2005 09:31:00 AM